terça-feira, 14 de junho de 2016

CAVALEIRO DE OUTROS TEMPOS














Ah, meu belo Quixote...
Doce cavaleiro errante!
Sua armadura, eu desenho,
E te escrevo, como Cervantes.

Caminha firme em combate,
Mesmo que não haja moinho
Dragões, derrubas aos brados.
A donzela, sua luz a caminho...

Monta em seu corcel indomado,
Percorre alguma enseada,
De onde vejas, aturdido,
Meu castelo, sua morada.

Não és deste tempo, eu bem sei;
Tu és todo feito de sonho...
Já não há outros de ti,
Escondo-te do mundo tristonho!

Fabiana Gusmão
Em 14 de junho de 2016

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Obrigada, amore! Sua visita e apreciação são sempre uma grande honra!!!

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