segunda-feira, 29 de agosto de 2016

ODE AO RISO

Imagem do google


O riso que vês agora
Como um rio que deságua
De dentro pra fora
E brota do fundo de mim.

É um riso de aves brejeiras,
Insignes pelo céu anil,
Voando alegres, sorrateiras,
Ao longe, além e sem fim.

Como as flores mais singelas,
Que brotam despretensiosas
Em alamedas, nas janelas,
Dos olhos de quem me conduz.

Como fonte de águas claras,
Ladeando a enseada;
Borboletas na beira da estrada;
Todo amor, toda cor e toda luz.


Fabiana Gusmão

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

SOBRE SONHOS














Sonhei que era uma gota d’água,
No oceano sem fim do seu olhar...
E nele, mergulhada,
Ansiava por te encontrar.

Sonhei que era um facho de luz,
Na suavidade inebriante do luar...
E nele, enluarada,
Repleta do meu sonhar.

Sonhei que era um sonho lindo,
Repousado nos braços de Morfeu...
E nele, enamorada,
Caminhava ao lado teu.

Sonhei que era um pássaro livre,
Na imensidão do céu a voar...
E nele, suavemente,
Fiz meus sonhos descansar.


Fabiana Gusmão