segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

REFLEXÃO





















Penso que sou simplesmente um canto,
um verso, um pouco, um tanto,
um nada ao sabor do vento,
um lamento, desejo do que não sei...

Não sei se a hora será tardia;
se será cedo, claro à luz do dia,
que esse canto que me rompe o peito
fará do verso a minha alegria...

Mas digo que não há no que não sei
sequer a sombra daquela agonia;
do riso, outrora morto, que agora tinge a minha face fria.

E como lembrança deixo a ti
meu canto, meu verso, um pouco, um tanto...
Meu lamento... Meu nada ao sabor do vento...

Fabiana Gusmão

3 comentários:

  1. Tamanha beleza nos versos, nos traços... Na alma! Tu me emocionas sempre! Beijos doces!

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  2. Adorei! Linda construção de pensamentos...bela poesia, uma brisa a nos sensibilizar...
    Uma lufada de vento a nos levar para um passeio...linda!

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